A queda do diploma para jornalismo é muito mais abrangente do que a questão da reserva de mercado de trabalho. Mais importante
até que a garantia da liberdade de informação. A desqualicação de um diploma põe em risco todas as lutas travadas para a garantia de uma educação de qualidade, libertadora e cidadã.
Com a banalização da riqueza do ensino, como vez o STF, não haverá outro argumento para a valorização do homem se não o seu saldo monetário. As classes mais poderosas, detentoras de vasto acesso ao conhecimento, não querem que qualquer um, aqueles que não tenham vindo de seu pequeno universo ilusório, possa ser capaz de questionar suas regras com as armas da força libertadora da educação.
A precarização e desvalorização da educação e da formação profissional não são um problema e sim um programa, com o único
objetivo de manter o controle dos assalariados nas mãos dos patrões e, assim, perpetuar um sistema social excludente e marginalizador para muitos, mas altamente lucrativo para poucos.
A desqualificação social do diploma de jornalismo é mais um golpe que, como já foi anunciado, atingirá qualquer um que lute pela revolução social através da educação. O povo, já tão abatido, cansado e sem esperança, continuará vendo seus filhos morrerem na ilusão da riqueza e da fama propagandeada pelos grandes impérios da comunicação, que não tem nenhuma intenção de promover a liberdade.
A garantia de uma vida sempre passa pela educação. E não me refiro à bons empregos e grandes salários. Falo da plena noção da realidade, saber dos direitos e deveres de cada um, da moradia digna, da solidariedade e da igualdade.
Anderson Pires
Fortaleza/CE
IJC - Instituto de Juventude Contemporânea
Rua Castro e Silva, 121 - 4º andar, salas 400/401 (Edifício Oriente) - Centro. Fortaleza/CE. Fone: 85 3247-7089
