A campanha "Quero Viver", desenvolvida pelo Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), e executada na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, chegará ao fim em meados do mês de março. A iniciativa, que foi lançada em setembro do ano passado, teve o objetivo de combater a cultura de violência e o extermínio da juventude cearense.
Segundo Rafael Mesquita, Coordenador Executivo do IJC, até agora foram realizadas cerca de 50 oficinas pelos bairros considerados mais violentos da capital, abordando a temática de combate à violência. "Nós queríamos que o jovem participasse e não fosse apenas um agente passivo. E nós conseguimos envolver o jovem, colocá-lo como protagonista", disse.
Além do combate à violência contra a juventude, nas oficinas também foram trabalhadas atividades artísticas e culturais, a fim de fazer um contraponto com a denúncia, explicou Rafael. O IJC teve o apoio e participação ativa de cerca de 300 jovens do Projeto Clube Galera de Atitude.
Os bairros citados como mais violentos de Fortaleza, segundo Rafael, são: região da Grande Messejana, Praia do Futuro e arredores, Grande Bom Jardim, Pirambu e Barra do Ceará.
Depois de ter realizado essas atividades, a juventude pede seu direito de resposta e deve apresentar uma Carta aos meios de comunicação locais, como momento de encerramento da Campanha.
De acordo com Rafael, a ideia é que os meios de comunicação cearenses abram espaço para difundir a Carta e possam realizar debates sobre a questão. O movimento dos jovens denuncia a exposição negativa que é veiculada nas emissoras de televisão e jornais locais.
"O jovem infrator ou suspeito de infração é apresentado pelos veículos de comunicação impressa, televisiva, radiofônica e digital como "criminoso", ainda que não tenha sido julgado", diz a Carta. "Para nós é imprescindível que cessem todas as bandeiras midiáticas de "toques de recolher" e de "redução da maioridade penal" e, para isso, pedimos o "DIREITO DE RESPOSTA DA JUVENTUDE".
O coordenador finalizou dizendo que o resultado da campanha está sendo satisfatório e que despertou o interesse de órgãos governamentais ligados às questões da juventude e dos direitos humanos. "A ideia é levar a discussão adiante".
Fonte: Adital (www.adital.org.br)
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